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quarta-feira, 15 de agosto de 2007

As novas 7 maravilhas

Ainda com as imagens da cerimónia que decorreu em Portugal bem frescas na memória, nada melhor do que aproveitar esta rubrica para uma viagem pelos locais escolhidos. São sete e foram eleitas as novas maravilhas do mundo. Dispersas por diferentes pontos do planeta, resultam do génio da humanidade nos últimos dois milénios e prometem inspirar milhares de viajantes.

Jardins Suspensos da Babilónia, Pirâmides de Gizé, Estátua de Zeus no Olimpo, Templo de Artémis em Éfeso, Mausoléu de Halicarnasso, Colosso de Rodes e Farol de Alexandria, eis a lista das sete maravilhas do mundo antigo. Seleccionadas pelo engenheiro grego Philon de Bizâncio ou pelo poeta Antípatro de Sídon (dependendo das versões), destinavam-se a orientar os cidadãos de Atenas na escolha das suas viagens. Hoje, à excepção das Pirâmides, todas estas criações da antiguidade fazem parte apenas dos roteiros de arqueólogos, historiadores ou sonhadores, pois, construídas entre 2500 a.C. e 200 d.C., sucumbiram à passagem do tempo, às guerras e a catástrofes naturais.

Com o objectivo de fazer reviver este velho conceito, a New 7 Wonders Foundation (http://www.new7wonders.com/), criada em 2001 pelo ex-produtor suíço, Bernard Weber, decidiu desafiar o mundo contemporâneo a eleger os mais belos monumentos actualmente visitáveis. Segundo a organização, 90 milhões de pessoas responderam ao apelo e definiram, de forma bem mais democrática que a anterior, sete destinos incontornáveis (as Pirâmides de Gizé conquistaram o título de “maravilha” honorária). Destinados a fascinar não apenas uma elite pouco representativa, mas todos nós.

1 Chichén Itzá – México

É provavelmente a mais grandiosa cidade arqueológica maia conhecida. Localizada no estado mexicano de Iucatã, funcionou como centro político e económico desta civilização, por volta do ano 800.De entre as várias estruturas preservadas – o Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas, o Campo de Jogos dos Prisioneiros e a pirâmide de Kukulkan –, destaca-se esta última, pela sua beleza e exuberância. Também chamada de Castelo, possui grandes terraços e escadarias. As que estão voltadas a norte são atravessadas por enormes serpentes esculpidas, que, por altura do equinócio, graças a um particular posicionamento das sombras, parecem mover-se. Um espectáculo que terá contribuído para a sua classificação como Património da Humanidade em 1988.


2 Machu Picchu – Peru

“Would anyone believe what I have found?” (Acreditará alguém no que encontrei?) escrevia o norte-americano Hiram Bingham em 1911. E não era para menos: acabava de descobrir, no Planalto dos Andes a “cidade perdida dos Incas”.Levantada no século XV, mais de 2000 metros acima do nível do mar, sob as ordens de Pachacuti, Machu Picchu surpreende pela forma como as construções de pedra se espraiam sobre o topo estreito da montanha; pela perfeição das suas praças, observatórios e relógios de sol. Era um local considerado mágico pelos Incas, apesar de se desconhecer em concreto a razão da sua fundação. Em 1983 foi classificada Património da Humanidade pela UNESCO.

3 Cristo Redentor – Brasil

Mais do que símbolo da fascinante cidade do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor representa o Brasil e a hospitalidade do seu povo. Situada no alto do Morro do Corcovado, desenhada pelo artista plástico brasileiro Heitor da Silva Costa e realizada pelo escultor francês Paul Landowski, esta estátua de estilo art déco possui cerca de 38 metros de altura e foi inaugurada em 1931.Diz-se que, apesar de a sua construção ter sido promovida pela igreja católica, os brasileiros de todas as religiões sonham em, pelo menos uma vez na vida, subir ao morro a pé, de bicicleta, de carro ou de “trenzinho”. Só para contemplar a “cidade maravilhosa” aos pés do Cristo Redentor.

4 O Grande Coliseu – Itália

Monumento símbolo da cidade de Roma e da grandiosidade do império romano, o Coliseu foi mandado levantar por Vespasianus por volta do ano 70 da era cristã, sobre o antigo palácio de Nero. Construído em mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros), chegou a receber cerca de 90.000 pessoas, influenciando até hoje a estrutura dos grandes estádios desportivos. Com quatro pisos e um perímetro de mais de 500 metros, permaneceu como a sede principal dos espectáculos romanos – martírios cristão e lutas de gladiadores e de feras – até ao tempo do imperador Honorius, no século V. Bastante danificado por uma série de incêndios e terramotos, acabou por ser transformado em fortaleza no século XIII. Ao longo dos séculos XV e XVI, foi por diversas vezes saqueado, perdendo grande parte dos materiais nobres com os quais tinha sido construído, sem prejuízo, no entanto, da imponência da estrutura original.

5 Petra – Jordânia

Cidade perdida durante séculos, após a sua quase destruição por um terramoto no século VI, Petra preserva, como por milagre, um conjunto admirável de anfiteatros, palácios e canais dramaticamente escavados na rocha. Surge como uma aparição, em pleno deserto da Arábia – o Wadi Rum –, a cerca de 200 quilómetros de Amã. Reconhecida como Património da Humanidade desde 1985, a “cidade rosa” foi ocupada por diversos povos, entre os quais os romanos e os gregos. As suas obras “esculpidas” de maior interesse são, no entanto, produto do engenho dos nabatianos (séculos IX a.C./ 40 d.C.).

6 Taj Mahal – Índia
Mausoléu celebrado como a maior prova de amor do mundo, o Taj Mahal fica na pequena cidade de Agra, junto das margens do rio Yamuna. Foi mandado construir em 1630 pelo imperador Shah Jahan, em memória da sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, sendo considerado a maior jóia da arte islâmica na Índia.Levantado em mármore sobre o túmulo da imperatriz, enquadra-se num jardim tipicamente muçulmano e, tanto no interior como no exterior, é incrustado com pedras semipreciosas.A cúpula, lavrada com fios de ouro, faz-se rodear por quatro mais pequenas, num simetrismo e beleza sem paralelo. É património da UNESCO desde 1983.


7 A Grande Muralha – China

Com cerca de 7000 quilómetros de extensão, a Grande Muralha consiste num conjunto de muros e fortalezas defensivas que atravessam os desertos, planícies e vales da China de leste a oeste. Começada a construir há mais de 2000 anos, ao longo de várias dinastias, tem nos seus extremos – a Cabeça do Grande Dragão e a sua cauda – os pontos de maior atracção. Símbolo do espírito nacional, e Património Mundial desde 1987, empregou cerca de trezentos milhões de metros cúbicos de material e a força de mais de um milhão de homens na sua edificação.www.travelchinaguide.com/china_great_wall/


Texto de Sara Raquel Silva e fotos de Getty Images

11 comentários:

renata ristori disse...

olá
Acompanhei a emissão pela tv e achei o espetaculo maravilhoso. Muita luz e cor, com a animado a cargo de grandes artistas. Não tenho uma predileta mas duas, que eu já visitei:
Coliseu de Roma e o Cristo Rei!

Beijos

Fabiana disse...

Maravilhosa a escolha das maravilhas. Adorei ver essa noite mágica. A unica k eu já visitei, como devem saber, é o Cristo Redentor. E ele é lindooooooo

Beijos

Maria Rosário disse...

Só gente viajada:)
Eu cá conheço as maravilhas todas...pela TV:)
Mas adoraria conhecê-las todas pessoalmente, se bem que teria dificuldades em eleger um destino, se só pudesse ir a um lado. Talvez Petra, talvez o Taj Mahal.

Bela escolha Paulo, para o "Mundos Sonhados" deste mês.

Bom ferido

Paulo Pereira disse...

Pois, Maria Rosário, dá para sentir alguma inveja da Renata e da Fabiaba, sortudas viajantes:)
Partilho da sua admiração por Petra, a cidade perdida, que sempre me provocou um arrepio de fascínio. Pela localização, azho que tem algo de aventura desbravas aquele território. A cidade parece mesmo feita de propósito para um filme do Indiana Jones - onde aliás já figurou.
O Taj Mahal, pela história de amor que esteve na sua génese, também merece rasgados elogios, mas não partilho desse encanto k leva muita gente até à Indía. Acho o sitio verdadeiramente detestável.

Bom feriado

Jorge Ribeiro disse...

Foi um belo espectáculo, com escolhas praticamente consensuais. Pena a nódoa que fica ligada à escolha, pois a UNESCO demarcou-se da iniciativa.

Excelente texto.

ana maria rocha disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
paulo ferreira disse...

Gosto de todas, sendo-me dificil eleger esta ou aquela. Talvez Machu Pichu, talvez a grande muralha da China. Sei lá. A única coisa que gostava era de ter dinheiro para as conhecer todas. Seria algo que me realizaria, por certo.

Abraço,

gregoria correia disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
maria manuela disse...

Independentemente da polémica à volta da escolha, levantada pela Unesco, julgo que as eleitas são de enorme interesse. Não conheço nenhumas - ainda - mas para o ano vou Roma, por isso...

Ah, e antes que me peçam, já tenho a intenção de escrever um artigo e tirar umas fotos para as rubricas do blog:)

BRUNO ROCHA disse...

Isso da Unesco nao se ter associado ao evento desconhecia, mas para mim ainda o pior é mesmo apenas apenas ter votado quem tivese telefone ou internet, logo a escolha apesar de mais democratica que as anteriores maravilhas fica longe de ser uma escolha muito fidedigna, por via das coisas eu ate tinha as 2 possibilidades e nao votei..
Fora isso esta um belissimo artigo e bem enquadrado nos sonhos sonhado pois todos eles nos fazem sonhar ..a mim só o cristo redentor me deixa pena porque detesto os brasileiros e é mais um motivo para se pavonearem..embora concorde a vista do morro é sem dúvida abismal e abissal..

jussarita leite disse...

Oi, gostei do artigo, com essas belas maravilhas, mas não gostei nda do comentário do Bruno. Pô cara, vc é maluco? "Detesta os brasileiros". Vc não se enxerga não? Só não respondo de outra forma, por respeito aos autores do blog.

Bom fds