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sexta-feira, 8 de junho de 2007

Marraquexe


















Não Jorge, ainda não é desta que vamos outra vez dar um "giro" por Moçambique. Um dia destes, com um pouco mais de tempo, prometo voltar ao tema. Até lá, aproveito para dar a conhecer mais um destino, já noutro continente. Marraquexe, cidade de Marrocos, situada no continente africano.

Marraquexe, uma das cidades das mil e uma noites, um lugar mítico e místico. Actualmente muito em voga em tudo o que é promoção turística, a cidade vai-se renovando, ao sabor da moda, transformando a paisagem ancestral numa atmosfera cosmopolita, repleta de fantasia.
Marraquexe é, antes de mais, uma cidade exótica, singular, onde os sentidos desempenham um papel primordial, rendendo-se ao espectáculo de cores, cheiros e sabores. É uma maneira única de viver. O rústico e o sofisticado, lado a lado, abraçados irmamente. O ar cosmopolita que convive com ruas de terra batida, paredes de adobo e mercados. E é aqui, nestes mercados, que a vida fervilha. Literalmente. Animação constante. É este o principal cartão de visita. A famosa praça de Jemma El Fna, às portas dos Souks.

Reminiscência do tempo em que os nómadas paravam no local, com os cofres cheios de preciosidades, todos os dias ao entardecer, milhares de pessoas juntam-se no local, numa verdadeira romaria de aromas e sons que não mais acaba. O ambiente é de delírio absoluto.
As pessoas e os cheiros, os sons, as cores, os cenários, uma envolvente que nos abraça sem cerimónias, que nos pede uma moeda, que nos oferece uma rosa, que quer regatear um tapete, que nos faz ficar assim, especados, a apaixonarmo-nos lentamente por um quadro e animado por sensações com sabor a fantasia.

O primeiro nome da cidade foi Marroukech ("vai-te depressa")... embora hoje em dia muitos visitantes ficassem aqui para sempre, entre os souks e as ruelas sombrias, bebendo chá de erva doce, escutando os seus músicos, aguadeiros, escritores, encantadores de serpentes, cartomantes, vendedores de bebidas ou saltimbancos na famosa, exótica e frenética Praça Jemaa el Fna.


Como disse Fernando Pessoa, “primeiro estranha-se e depois entranha-se”.

10 comentários:

Ana Sofia Braia disse...

Olá Paulo, belo entretem que tu arranjaste aqui. Agora percebo o pk da tua ausencia no Olhares. É um bom motivo para a tua falta de assiduidade:)
Está excelente, com textos muito bons e belas fotos. Marraquexe parece mesmo uma cidade mágica, de outras eras. Gostei bastante.

Beijos,

Madalena Brandão disse...

Parece-me também uma excelente opção de férias. Não muito longe de Portugal, com uma temperatura convidativa e uma cultura exótica, diferente do que estamos habituados. Sente-se essa pulsação de que falas, nesse movimento intenso na praça. Bom texto, com pinceladas de poesia.

Bom fds a todos,

Renata disse...

Oiiiii, k belas fotos, cheias de intensidade, vida e movimento, num frenesim constante. Parecem aqueles mercados antigos, onde se podia comprar e trocar tudo.
Gostei. Seus textos são sempre bem vindos e muito bem escritos.

Bjos,

Jorge Ribeiro disse...

Pois, não é Moçambique, mas já estamos lá perto, no mesmo continente:) Parece-me um local k merece uma visita. Como dizes, tem sido muito mediatizado pelas revistas recentemente. Talvez essa mistura de cultura diferente, outro modo de vida, com bocados do ocidente, façam maravilhas. Por acaso, antes desta recente moda, nunca me tinha chamado a atenção.

Um abraço,

Armando Gil disse...

Deve ser um espetaculo uma viagem destas e entrar nesses típicos mercados marroquinos, só para assistir aqueles regateios entre os turistas e os vendedores. Gosto desta vossa variedade de destinos (e voces ainda se queixam que têm poucos)

Portem-se bem,

Carlos Mendes disse...

E segundo sei, Fernando Pessoa andou mesmo por lá. Parece-me um sitio excelente para ir, apesar da massificação de turismo que tem sofrido. O contacto com outra cultura, com outras crenças, deve ser gratificante. Belo texto.

Bom fim de semana

Luis Ferreira disse...

Marrocos encanta-me. Já lá estive, inclusive nesta praça, e ao ver as fotos não pude deixar de sentir aquele sentimento que dizem ser característico dos portugueses, cantado no fado: a saudade. Que vontade de lá voltar. Belo texto, onde estão bem expressas a magia do local, onde os sentidos ficam realmente impregnados. Parabens por mais uma excelente edição.

Tiago Pimentel disse...

Ora, ora, só hj é k reparei k tinhas mais um blog, para além do do Porto. E este tb tá excelente. Belas viagens, óptimos textos, fotos porreiras. Tás de parabéns.

Zelia disse...

Fantástico! Até se sente a poeira no ar, a agitação de milhares de pessoas. Gostei desta abordagem de Marraquexe, foste mesmo ao amago, ao coração da cidade, onde pulsa a verdadeira vida.

Beijos,

Maria Rosario disse...

Já lá estive:) Ah pois já e posso dizer que...bem, é como o Paulo termina. Estranhei tudo de inicio e não queria vir embora, no fim. Incomodaram-me os cheiros nos primeiros dias, intensos, uma culura tão diferente da nossa (e a higiene deles, meu Deus)mas acabei por adorar aquele local. Vão que não se arrependem.

Parabéns por mais um excelente momento no vosso blog.