Reaberto em 2015, com a mesma Gerência

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Sugestão de Leitura 2


Procurando alargar, de alguma forma, os vossos horizontes limitados (eh eh eh), aqui fica mais uma sugestão de leitura, com o tema viagens em pano de fundo. O autor é sobejamente conhecido, não fosse ele um acérrimo defensor da causa portista (Bibó Porto, carago), um comentador isento e polémico, sem medo de opinar sobre o que quer que seja e um escritor. Todos devem estar recordados do seu grande êxito (se calhar estou a ser demasiado optimista, num País com os níveis de iliteracia como o nosso), brevemente transposto para a grande tela, o EQUADOR. Mas não é sobre esse monumental e fascinante romance que vos venho falar. A obra em destaque, aqui nas sugestões de leitura, é o SUL, que o próprio autor descreve da seguinte forma:

"Este é um livro de viagens, um livro de alguém que, como nos sonhos de infância, teve a sorte de partir tantas vezes com pouco mais que um saco de viagem e uma máquina de filmar ou de fotografar. (...) Nem sempre viajei para sul, mas nada vi de tão extraordinário como o sul. O Sul é uma porta de avião que se abre e um cheiro inebriante a verde que nos suga, o calor, a humidade colada à pele, os risos das pessoas, o ruído, a confusão de um terminal de bagagens, um excesso de tudo que nos engole e arrasta como uma vaga gigantesca. Apetece fechar os olhos, quebrar os gestos e deixar-se ir. Mas é justamente neste caos que eu procuro a lucidez do contador de histórias."
E o Sul, para Miguel, fica em paragens tão longínquas como exóticas. Ao sabor do virar a página, embarcamos em aventuras em Marraquexe, sentimos o calor tórrido do Egipto, com as pirâmides como testemunhas seculares de eras grandiosas, navegamos na Amazónia, sonho esquecido do Mârques de Pombal, damos uma saltada ao Nordeste Brasileiro, procuramos raízes comuns em Cabo Verde, deslumbramo-nos com a exuberância da natureza em S.Tomé e Princípe. Calcorreamos Mundo, sem sair do mesmo lugar, transportados pelas palavras de um verdadeiro contador de histórias...

terça-feira, 29 de maio de 2007

Lanzarote - Islote Hilário


Em pleno Parque Nacional Timanfaya, o Islote Hilário é uma das atracções, pois permite a visualização de demonstrações geotérmicas.

É possível apreciar, no lado esquerdo da foto, a parede de vidro do Restaurante El Diablo, obra do arquitecto Cesar Manrique, perfeitamente integrado na paisagem. É um recinto circular, onde se destaca o imenso forno natural, feito sobre o próprio vulcão, através de uma perfuração na montanha, permitindo beneficiar do calor emanado para confeccionar vários pratos "à la carte", para gáudio dos turistas esfomeados.

sábado, 26 de maio de 2007

Paisagem lunar


Ai não se acreditaram quando disse que Lanzarote parece, em grande parte da sua superfície, uma paisagem lunar? Pois aí têm a prova definitiva, meus caros. "That's one small step for man, one giant leap for mankind", diria Neil Amstrong, o primeiro homem a pisar a Lua, se deparasse com este cenário.


Este cenário fica no Sul da Ilha, no Parque Nacional de Timanfaya, uma das grandes atracções da Ilha. É neste parque que se situam as Montanhas de Fogo e o cume Timanfaya. Existem, para os mais intrépidos, caravanas de dromedários que percorrem o Parque, na denominada Rota dos Vulcões, passando pelo Islote de Hilário, onde se fazem algumas demonstrações às hordas de turistas da força vulcânica.


É possível, para os menos afoitos, realizar o mesmo percurso num confortável e climatizado autocarro. Tem uma vantagem adicional. Livra-se de, na intimidade do quarto do hotel, ter que andar a "catar" as pulgas com que os dromedários presenteam os passeantes...

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Lanzarote

Lanzarote é uma ilha, para quem não sabe, que teve a gentileza de acolher o Nobel da Literatura, José Saramago. Ainda temos por aqui uma série de cromos para “despachar”, caso estejam interessados…
Geograficamente, Lanzarote é a ilha mais oriental do Arquipélago das Canárias. As restantes são:
La Gomera, El Hierro, La Palma, Tenerife, Gran Canaria e Fuerteventura.
A ilha é formada por vulcões adormecidos, enormes crateras e rios de lava. Assim, nesta sucinta descrição, não parece muito apelativa ao Turismo, pois não? Mas não se deixe iludir. Tem o estatuto, atribuído pela Unesco, de Reserva da Biosfera. Possui excelentes hotéis, uma paisagem lunar que, ultrapassada a estranheza, atrai e fascina, temperatura amena quase todo o ano e belas praias. Nas fotos, a Playa Doradasituada no sul da Ilha, com cerca de 200 metros, areal branco (algo raro nestas ilhas de origem vulcânica) e águas translúcidas. Importa destacar, junto à Playa Dorada, a Playa Blanca, pequeniníssima (apenas 50 metros de areal), a Playa Papagayo, de onde é possível visualizar a ilha de Fuerteventura e a mais visitada, a Playa Mujeres. Antes que enbarquem no 1º avião, só pela menção do nome da praia, aviso-vos que não sei o porquê do nome. Não vi louras esculturais, morenas estonteantes, ou qualquer exemplar que merecesse figurar nas páginas centrais da revista do Hugh Heffner...

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Vertigem!


As viagens a Londres fazem-me ficar emocionalmente irrequieto. Desejo a mais. Aquela ânsia de viajar, que pulsa, inquietando a alma. O medo pela eventualidade de não aproveitar ao máximo as possibilidades (quase infinitas)à disposição. Demasiada história, arquitectura, beleza, paisagens, gentes, museus, livros, músicas, para viagens tão apressadas. Tanto para ver em tão pouco tempo. A voracidade como inimiga!


Nota do autor: Fotografia tirada nas emblemáticas ruas de Piccadilly Circus...

Inside NYC

Depois de introduzido o destino, é agora tempo de vos mostrar um pouco daquilo que é Nova Iorque. Comecemos pelo Empire State Building (ESB).
Construído entre 1929 e 1931, é hoje em dia, novamente, o edifício mais alto da cidade, situado bem no centro da Big Apple, pertíssimo do Madison Square Garden e do Macy's. São 443 metros de altura (contando com a antena de radio-difusão). Possui um observatório ao ar-livre no 86º andar e um outro, muito mais pequeno e totalmente fechado no 102º. Em relação a estes observatórios, o que eu vos recomendo é que visitem o "Top of the rock" no Rockefeller Center. Eu sei, parece contraditório, falar de um e recomendar o outro mas eu explico. O preço é similar, perto de $20 em cada um, mas o resto faz a diferença. No Empire State as filas para entrar são enormes e podem reservar umas boas 5 (!!!) horas para fazerem a visita. No Top of the Rock, despacham-se em 1 hora! E para quem anda a passear, o tempo é precioso! É certo que não sobem tão alto, mas a vista compensa! É que do Top of the Rock, conseguem ter uma vista priveligiada do Empire State!!!! Depois, e pelo que li pela net, parece que a limpeza no ESB não é nenhum primor... naturalmente, ter mais visitas deixa maiores marcas.
Para quem passear por NYC à noite, não deixem de reparar no topo do ESB - As luzes que o iluminam mudam conforme a época do ano ou a ocasião. Há luzes para o feriado do 4 de Julho, para a Páscoa, para o Natal, até o iluminam para o festival gay! Enfim... americanices!

sábado, 19 de maio de 2007

Músico de rua

Este é o Spencer, músico de rua, que toca guitarra magistralmente no Queen's Walk. Fiquei ali parado, com a ponte de Hungerford ao fundo, embalado pelas canções de amor, que falavam de corações partidos. Transportaram-me para um Mundo de espontaneidade de sentimentos, com os versos criando histórias de finais trágicos. E ali, longe de casa, açoitado por um vento frio que me acariciava o rosto, senti-me feliz.

Segundo o especialista musical, o Pedro, a música era dos Oasis. Chama-se "Champagne Supernova" e é mais ou menos assim: "How many special people change? How many lives are living strange? Where were you while we were getting high? Slowly walking down the hall Faster than a cannonball Where were you while we were getting high? Someday you will find me Caught beneath the landslide In a champagne supernova in the sky".

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Sugestão de leitura

É uma nova rubrica. A partir de hoje, sem qualquer caracter temporal fixo, mas com alguma assiduidade, pretende-se fazer a apologia da leitura. Surgirão por aqui sugestões sobre livros, artigos, álbuns e guias de viagens. Como isto é um blog de viagens, logicamente que a literatura aqui focada versará, em exclusivo, autores que escrevam sobre esse tema. Se estavam à espera de algo mais, podem fazer o favor de desandar daqui e ir à procura noutro lado, que a net disponibiliza tudo o que se procura. Assim, para inauguração desta rubrica, propõe-se um romance histórico, talvez pouco consensual quando o tentamos reduzir ao tema "literatura de viagens", mas que nos transporta a esse continente fascinante, despertador de paixões, África. O seu autor é Ernest Hemingway e o livro chama-se As Neves de Kilimanjaro.
O AUTOR:
Americano, nascido em 21/07/1899, em Oak Park, foi um aventureiro, sempre preocupado com as convulsões políticas e sociais do século XX. De condutor de ambulâncias, na I Guerra Mundial, na frente italiana a correspondente de guerra em Espanha, durante a Guerra Civil, calcorreou Mundo, absorvendo experiências e recolhendo material para os seus romances. Viajante incansável, instalou-se em Cuba, durante a II Guerra Mundial. Teve uma vida turbulenta, com quatro casamentos e inúmeros relacionamentos românticos. Entre as suas obras-primas destacam-se "O Velho e o Mar" e "Por quem os sinos dobram". Recebeu o prémio Nobel da Literatura, em 1954. De personalidade inquieta, suicidou-se, quando atravessava uma depressão, em 1961.
A SUGESTÃO:
A história de Harry Street, americano, escritor, participante num safari em África, que contrai gangrena. Perante a proximidade de uma morte lenta e dolorosa, o escritor perde-se em memórias do seu passado e nos livros que escreveu, confrontado com a sua própria mortalidade. É um tema sempre presenta na obra de Hemingway, a fragilidade da condição humana.
Escolhi-o porque, para além de o ter lido recentemente, tem aquilo que nos interessa para esta rubrica: um local com identidade própria, quase como uma personagem principal, cujas descrições nos transportam para lá, tão reais e verosímeis elas são. Como alguém disse uma vez, "viajar é também um estado de alma". Por isso, recoste-se na poltrona mais confortável e delicie-se...

O LOCAL:
O Monte Kilimanjaro, que significa montanha branca em Masai fica na Tanzânia, junto à fronteira com o Quénia. É o ponto mais alto de África, atingindo os 5.895 metros no pico Uhuru. Antigo vulcão, com o seu topo coberto de neve eterna (algo que o recente documentário de Al Gore, "Verdade Inconveniente", mostra estar a ser ameaçado pelo aquecimento), situa-se no meio de uma savana, oferecendo um espectáculo único. O Monte e as florestas circundantes possuem uma fauna rica, incluindo muitas espécies ameaçadas de extinção. Constituem o Parque Nacional do Kilimanjaro, considerado pela Unesco Património da Humanidade.
Nota do autor: A fotografia do Monte Kilimanjaro, ao contrário de todas as outras colocadas neste blog, não é nossa. Foi retirada da Wikipédia, tendo apenas como único propósito a documentação da rubrica "Sugestão de Leitura".