Reaberto em 2015, com a mesma Gerência
Mostrar mensagens com a etiqueta Post do Viajante. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Post do Viajante. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Frankfurt por Jussarita Leite

Este mês o Post do Viajante tranporta-nos até Frankfurt na Alemanha, pela mão da Jussarita Leite. Esperamos que gostem!

CHEGANDO E PARTINDO DE AVIÃO

Após cansativas horas sentada numa poltrona com espaços não muito generosos, cheguei ao aeroporto de Frankfurt, um dos mais movimentados do mundo. Já tive uma primeira impressão desta cidade, lá em cima (dentro do avião), quando pude observar as casinhas construídas lado a lado em quadras (a impressão é de montagem em peças de Lego, tamanha a perfeição).
A demora em chegar foi compensada pelo carinho com que fui recebida pela família do meu namorado, que naturalmente já esperavam que eu chegaria sem nenhuma roupa apropriada para os 5ºC que faziam naquele momento (acreditem luvas e cachicol por mais incômodos que sejam fazem uma falta enorme).
O Aeroporto de Frankfurt fica a 10 km a sudoeste do centro, na Köln-München Autobahn (estrada Colônia-Münich). É fácil chegar ao aeroporto. Há duas linhas de S-Bahn (trens de subúrbio) que ligam o aeroporto ao centro da cidade. A linha S-14 vai até a praça Hauptwache, bem no centro. Os trens saem a cada 20 min e o percurso é feito em 15 min. A outra linha a S-15 vai até a estação Hauptbahnhof, no lado oeste. A viagem leva 11 min. e as saídas são a cada 10 min. O bilhete de ida custa DM 3,70 ou DM 5 nos horários de pico, entre 6:30 e 8:30 e 16 e 18:30. O ônibus 61 faz o percurso entre o aeroporto e a estação Südbahnhof, em Sachsenhausen, em 30 min. e custa o mesmo que o S-bahn.

FRANKFURT
Não tinha neve na cidade apesar do frio e andar por Frankfurt é maravilhoso - o único inconveniente é ter que irar os quilos de blusas a cada vez em que se entra num ambiente. Também não é difícil encontrar turcos pelas ruas e fiquei realmente impressionada com a quantidade deles, até como comerciantes.
Sexta maior cidade alemã, Frankfurt assumiu o papel de centro financeiro internacional logo depois da Segunda Gerra Mundial. Tornou-se rica, moderna, cosmopolita. Não gratuitamente detém o segundo maior aeroporto europeu, o portão de entrada para a imensa maioria dos turistas na Alemanha, perdendo apenas para o de Heathrow, em Londres. Contrário a Münich, por exemplo, que conservou uma atmosfera nostálgica, Frankfurt desenvolveu-se como uma Nova York européia, com modernos arranha-céus , comércio sortido, centros culturais... por isso seu apelido é Mainhattan - um trocadilho pela proximidade com o rio Main.
Existem muitos motivos para conhecer Frankfurt. O principal por ser uma cidade histórica, uma das capitais do império de Carlos Magno, onde mais de 30 imperadores foram escolhidos e coroados. Por ser também o local escolhido por Gutenberg para instalar sua primeira oficina de impressão, além do berço do genial Goethe e da sede do primeiro parlamento alemão. Há apenas sombras do que foi a cidade no passado, mas o que sobrou está bem conservado. Em 1994, Frankfurt comemorou 1200 anos de fundação, com concertos, teatro e festivais de rua.
Frankfurt é também um grande centro comercial e de exposições desde o século XII. Sua primeira Feira de Outono aconteceu em 1240 e, em 1330, foi inaugurada a primeira Feira da Primavera (as duas existem até hoje). A bolsa de ações foi estabelecida em 1595 e ainda é uma das mais importantes do mundo. Os Rothschilds abriram seu primeiro banco na cidade em 1798.

INFORMAÇÕES ESSENCIAIS
Endereços e Telefones Importantes
Saiba mais sobre Frankfurt - Para maiores informações, contate o escritório de turismo, na Verkehrsamt Frankfurt-Main (Kaiserstrasse 52, tel. 069/212-38800). O principal escritório de turismo fica em Römerberg 27, bem no centro antigo, tel. (069) 212-38708. Funciona de segunda a sexta, das 9 às 19; sábado e domindo das 9:30 às 18 (em fevereiro de segunda a sexta das 9 às 18). O segundo escritório fica na estação de trens (Hauptbahnhof) em frente ao trilho 23, tel. (069) 212-38849. Funciona de segunda a sábado, das 8 às 22, e domingo das 9:30 às 20 (de novembro a março, de segunda a sábado, das 8 às 21). Outros dois estão no aeroporto: o Flughafen Frankfurt/Main AG Reisebüro, no Terminal de Desembarque B, no primeiro andar, que funciona das 8 às 21; e o DER Deutsches Reisebüro, no Terminal de Desembarque B6, também de 8 às 21. O Intertreff, para turistas mais jovens, fica no térreo do complexo Hauptwache e funciona de segunda a sexta, das 10 às 18, e sábado das 10 às 14.
Consulado Brasileiro - o Consulado Geral do Brasil fica na Stephanstrasse 3 IV, 60313, Frankfurt/Main; tel.0049-69-290708 e fax 0049-69-290521.
Emergência - Polícia: tel. 110. Bombeiros: tel. 112. Médicos: tel. (069) 795-0220 ou (069) 19292. Farmácia: tel. (069) 11500. Dentista: tel. (069) 660-7271.
Agências de turismo - American Express International, Kaiserstrasse 8. tel. (069) 210-548; Thomas Cook, Kaiserstrasse 11, tel. (069) 13470; D.E.R. Deutsches Reisebüro, Emil-von-Behring Strasse 6, tel. (069) 958-83650; Hapag-Lloyd Reisebüro, Kaiserstrasse 14, tel. (069) 216-2268; Achados e perdidos - Fundbüro Stadt, Mainzer Landstrasse 323, tel. (069) 750-02403; Fundbüro Bahn, na Hauptbahnhof, tel. (069) 265-5831; Fundbüro Flughafen, no aeroporto, tel. (069) 960-2413.
Câmbio - Os bancos funcionam normalmente de 8:30 às 16, fechando de 13 às 14:30 para almoço. Os postos no aeroporto e na estação Hauptbahnhof têm horários mais extensos. Aeroporto: Terminal de Desembarque (Ankunfthalle) B8, das 6 às 23; Terminal de Desembarque B6, das 7 às 21; Terminal de Embarque (Abflughalle ) B, das 7 às 21:30. Estação de Trens: Deutsches Verkehrs-Kredit Bank, na entrada sul, das 6:30 às 22; e no corredor comercial (Einkaufspassage), das 8 às 20.


ARTES
Frankfurt é um centro cultural florescente e os ingressos para os melhores concertos são caros e difíceis de serem conseguidos. Os Städtische Bühnen - teatros municipais - são muito procurados, assim como a ópera. Para maiores informações ligue para o telefone (069)11517 ou procure a revista Frankfurter Wochenschau, disponíveis nos escritórios de turismo.
Os ingressos podem ser comprados na Römerberg 27 ou nos próprios teatros. Outras alternativas são a agência Ludwig Schäfer, em Sachsenhausen (Schweizer-Strasse 28a, tel.069/623779); o posto de vendas na Hertie (Zeil 90, tel. 069/294848) ou no Kartenkiosk Sandrock (Hauptwache Passage, tel.069/20115). Para espetáculos em inglês, tente o Café-Teather (Hamburger Alle 45, tel.(069/777-466), o English Teather (Kaiserstrasse 52, tel. 069/242-31620) ou o Frankfurt Playhouse (Hansaalle 150, tel. 069/151-5835).
O melhor lugar para assistir a um concerto é o Alte Oper, ou antigo teatro de ópera (Opernplatz, tel. 069/134-0400) reinaugurado em 1981 após ter sido quase totalmente destruído durante a guerra. A sala principal conta com 2.500 poltronas e pode ser dividida em duas. No térreo há outro auditório, o Hindemith Hall, com 340 lugares. Vale visitar a ópera, mesmo que não seja durante um espetáculo. Encantador! (fotografia do teatro)
Tanto a ópera municipal quanto o Frankfurt Ballet se apresentam no Städtische Bühnen (Teatherplatz, tel. 069/236-061).
O Festhalle (tel. 069/75750) serve de cenário para concertos de rock e espetáculos de grande porte. O novo centro cultural de Frankfurt , o Künstlerhaus Mouson Turm (Waldschmidtstrasse 4, tel. 069/405-8950) tem uma programação variada, com peças e exposições.

VIDA NOTURNA
A 'rive gauche' (margem esquerda) da cidade fica em Sachsenhausen (acima), atravessando o rio, onde concentram-se bares, discotecas, clubes, adegas, cervejarias e restaurantes. Quem procura agitaçao devem ir aos bares de Apfelwein (cidra) - bem turísticos mas divertidos. Em suas portas há sempre uma coroa de folhas verdes, portanto é fácil identificá-los. Note que a terceira foto mostra um bar no verão, quando eles colocam as maçãs do lado de fora. O cheiro é muito agradável e existe um prêmio dado a quem levar à este tipo de bar (cultivadores, etc.), 5 kg de maçã, recebendo em troca um pouco de Apfelwein.
Outra opção é o bairro Bornheim, com outras tantas alternativas e ambiente mais autêntico.
Os apreciadores de cerveja devem ir à Frankfurter Bierhaus (Schützenstrasse 10), que serve cerca de 50 marcas diferentes. Incoveniente: só abre à noite
Jazz - Os aficcionados do jazz moderno (ou free jazz) devem conhecer Der Frankfurter Jazzkeller (Kleine Bockenheimer Strasse 18a) a casa do gênero mais antiga da cidade, fundada pelo trompetista Carlo Bohländer. Por sua vez o Jazz Kneipe (Berliner Strasse 70) oferece jazz clássico e funciona até 4 da madrugada. O Schlachthof (Deutschhernufer 36-42) tem jazz de Dixieland, barris de cerveja e vinho de maçã. O Sinkkasten (Brönnerstrasse 9) oferece jazz, rock'n'roll, pop e ritmos africanos; às vezes é difícil entrar. Funciona de segunda a sexta das 20 à 1 da manhã e de 20 às 2 nos fins de semana. O Jazz Life Podium (Kleine Rittergasse 22-26) é outra casa de jazz Dixie swing.

HOTÉIS
Eu fiquei muito bem acomodada na casa de Stephanie e Jürgen, no que eles chamam de apartamentos, que do lado de fora parece uma única casa e tem geralmente 3 andares. Dentro é sempre muito grande e, principalmente, bem quente. Todos os dias passávamos algumas horas na casa de Hildegard (mãe), trocávamos idéias e nos deliciávamos com um grande jantar preparado pelo Manfred. Super! Não posso dizer que 'morri de saudades' de São Paulo, apesar de adorar a minha cidade. O que eu realmente estranhei em Frankfurt foram as ruas extremamente silenciosas, você não percebe nem que tem vizinhos. É um pouco triste, mas é claro que o frio ajuda a manter as pessoas sempre dentro de suas casas.

E quanto aos hotéis?

Bem, além de importante centro financeiro, Frankfurt é um grande centro comercial, recebendo milhares de visitantes durante o ano. Por isso a cidade é bem servida de hotéis. As diárias sofrem aumento de 50% nas semanas das grandes feiras. Portanto, se você não pretende participar dos eventos, evite as seguintes datas: de 29 de janeiro a 2 de fevereiro (Première Internacional), de 27 a 31 de Agosto (Feira Internacional de Outono), de 13 a 18 de Setembro (Mostra de Automóveis) e de 5 a 10 de Outubro (Feira do Livro). As datas podem sofrer alterações, então é melhor confirmar antes no centro de Turismo Alemão, em São Paulo, Av. São Luis 71/1ºandar, tel. (011) 256-1054 e fax (011) 259-2852.
Os melhores (e também mais caros hotéis), ficam no centro, entre a estação ferroviária e o Messegelände, o centro de feiras e exposições, e os mais baratos ficam no subúrbio. Como a prefeitura resolveu desapropriar vários hotéis simples para acomodar pessoas desabrigadas, os quartos por menos de DM 90 tornaram-se escassos. A maioria das diárias inclui café da manhã.

Alguns Hotéis até DM 180:
Hotel Pension West, Gräfstrasse 81, tel. (069) 247-9020 e fax (069) 707-5309. São 15 quartos com banheiro. MC. Fecha: no Natal. Ambiente caseiro, localização conveniente (perto da universidade) e preços razoáveis. Fica numa construção antiga e tem um ar nostálgico.
Hotel Post, Bahnstrasse 12, Sindlingen, tel. (069) 37010 e fax (069) 370-1502. Possui 110 quartos com banheiro, restaurante, cervejaria, adega, piscina, sauna, solário e estacionamento. AE, DC, MC, V. São quartos mais baratos são menores, mas confortáveis. O hotel fica num prédio elegante, versão moderna das casas de campo de Hessen, num ponto tranquilo - subúrbio de Sindlingen, perto do aeroporto. O ponto negativo é que fica a 20 min de trem de Frankfurt.
Hotel Kautz, Gartenstrasse 17, tel. (069) 618-061 e fax (069) 613-236. Tem 15 quartos com ducha e restaurante. AE, DC, MC e V. É fácil encontrar o hotelzinho de Erwin Kautz: há barris de cerveja na parede da estalagem que fica no térreo. Os quartos são comuns, mas ventilados e modernos.
Beijos
No próximo mês, o Post do Viajante muda de Continente! O destino será a Amazónia!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Milano by Renata Ristori

Cidade Italiana, com 3,9 milhões de habitantes, é a capital da província de Milão, situada entre os Alpes e o vale do rio Pó, na região da Lombardia, no Norte do país.

Milano (em italiano) é a segunda maior cidade da Itália, depois de Roma, e talvez a mais moderna. Ponto comercial estratégico desde a Idade Média, Milão foi também um importante centro cultural durante o Renascimento Italiano. Actualmente é o maior parque industrial da Itália, atraindo profissionais, turistas e consumistas de plantão, sedentos pelas mais famosas grifes e as últimas tendências da moda.
Quem se arriscar a conhecer vai encontrar uma agitada vida nocturna, bons museus e várias igrejas, incluindo a gótica mais antiga do país. Milão ou Milano é a cidade mais rica do sul europeu, localizada ao norte da Itália a apenas 52 Km da fronteira com a Suíça. Cidade internacional da moda e do design, onde existem as melhores escolas de design do mundo. É uma cidade muito antiga com mais de 2500 anos e possui diversas atrações:

Duomo: É a catedral da cidade, uma das maiores construções religiosas da europa que demorou mais de 800 anos para se finalizada, localizada no centro da cidade. A entrada é grátis, paga-se apenas se forem visitados os museus internos ou para subir no seu topo. O valor é de 5000 liras para subir ao terraço (cerca de 5 reais) e 2000 para o Museu. Do alto do Duomo tem-se uma belíssima visão da cidade que é cercada por montanhas de gelo eterno podendo serem vistas com bom tempo.
Para quem deseja visitar o Duomo, lembre-se: nada de bermuda ou camisas sem manga e para as mulheres nada de saia curta, ou qualquer roupa que deixe as costas, ombros e coxas nuas! Aliás esta dica estende-se a todas as igrejas da Itália, e também no Vaticano.

Galeria Vittorio Emanuelle: Situa-se ao lado do Duomo e é uma das mais famosas galerias que todos os dias é tomada por bandos de turistas, principalmente japoneses.
San Babila: Elegante parte central somente para pedestres (via Vittorio Emanuelle), onde se localizam algumas das lojas mais famosas e chiques do mundo. Uma dica ao viajante é de evitar toda essa zona central para fazer qualquer tipo de alimentação pois custa os olhos da cara. Saiba que em pontos turísticos da Itália você além de pagar mais caro, paga ainda por estar sentado e o famoso coperto, que é a toalha da mesa e guardanapos, além de couvert se houver alguém tocando.
Castelo Sforzesco: É um enorme castelo a alguns passos do Duomo seguindo pela via Dante. A entrada é grátis e dentro existem vários museus (da cidade e da música) ambos com entrada franca e mais outros museus.

Bares Noturnos
O centro possui a Via Brera onde estão localizados inúmeros Pubs e bares para se sair a noite. Existe o bairro Navigli, que tem a maior concentração de bares, boates e Pubs de Milano. Situado as margens dos dois canais (Naviglio Grande e Naviglio Pavese) que foram projetados por Leonardo Da Vinci para que se trouxessem pedras oriundas de longe para construção do Castelo e do Duomo, além de servir de fosso que contornava a cidade e o castelo nos tempos medievais, pois como ainda se pode conferir a cidade era cercada por muros e portas de entrada. As portas ainda existem em sua maioria mas o muro pode ser melhor visto na Viale A. Filippetti próxima a Porta Romana. Apesar de não ser um ponto turístico vale a pena conferir pra quem curte um pouco de história.

Antiguidade

Por falar em história pode-se visitar uma antiga rua romana original. Por incrível que pareça ela fica na estação de Metro do Duomo, onde as escavações para construção do mesmo foram mais profundas e por isso encontrada esta relíquia. A estação é um pouco um labirinto, mas descendo até a linha amarela você encontrará esta rua romana.



Milano oferece muito mais, mas ainda é uma cidade mais industrializada que turística.
Nos próximos meses o Post do Viajante vai até Franckfurt e depois ao Amazonas! Até lá!!!!
Contamos convosco para os meses seguintes!!!!

sábado, 1 de setembro de 2007

Luanda by Ricardo Melo

O Post do Viajante deste mês transporta-nos ao Continente Africano, e esperamos nós, levará a que mais pessoas nos enviem relatos desse continente mítico, que para o bem e para o mal faz parte da experiência de vida de muitos dos nossos leitores. E é a esses que dizemos, mandem-nos relatos da África em que viveram à mais de 30 anos atrás... por certo que todos gostarão de a reviver, e certamente muitos, como eu, gostarão de a conhecer.

Bom, e sem mais delongas, vamos então até Luanda, pela mão do Ricardo Melo:

Tive a oportunidade de me deslocar em trabalho a Luanda, entre 20 de Abril e 3 de Maio de 2006. Não sendo propriamente um destino para onde se vá frequentemente (provavelmente foi a última vez que lá fui) não quis deixar de passar a oportunidade de, com algumas fotografias (muitas delas tiradas à socapa), mostrar a quem tem interesse neste País o que ele é no momento. A minha estadia resumiu-se a Luanda, com a maioria dos dias a serem passados no interior das instalações do operador de telecomunicações onde fui fazer uma instalação. Uma das raras excepções foi o Domingo, inteiramente livre, em que aproveitei para me juntar a um grupo de colegas e visitar Luanda e Mussulo, uma ilha (na realidade, é uma península) a 17 klm de Luanda.
Pelos relatos e conversas que tive com pessoas mais ambientadas com o historial da capital angolana, cheguei à conclusão de que ao longo da história recente, Luanda atravessou 3 fases distintas: a fase colonial, antes da independência, em que a cidade era próspera; a fase da guerra civil, logo após a independência, em que a cidade cresceu em musseques (os bairros da lata), enquanto os edifícios do tempo colonial se degradavam, e a fase actual, em que Luanda se vai reconstruindo, pouco a pouco.
Começam a aparecer novos arranha-céus, construídos pelas grandes empresas de construção civil portuguesas, as ruas do centro da cidade estão agora todas alcatroadas, o lixo, que antes abundava, começa a desaparecer das ruas. Começam também a aparecer os bairros sociais, procurando realojar os milhares de angolanos que vivem nos musseques, sendo estes destruídos.
Ainda assim, apesar de todo este alvoroço de desenvolvimento (pouco sustentado, na minha opinião), impera em Luanda o laxismo da população, a atitude de subsistência diária (apenas se trabalha o suficiente para se comer hoje, e amanhã logo se vê).

Para piorar a situação, a densidade populacional em Luanda é muito superior à desejável, e assim continuará, enquanto não se começarem a ver os investimentos que estão a ser feitos nas províncias, que são a única solução para o povo angolano. É nas províncias que se pode investir na agricultura e na indústria, e caso essas apostas sejam feitas em força, Angola pode tornar-se num dos países mais ricos de África, visto que tem recursos naturais e humanos suficientes para subsistir sem ter que importar o que quer que seja.

Em termos agrícolas, o clima e o solo angolano são perfeitos: praticamente tudo pode ser cultivado. A juntar a isto, as jazidas de petróleo e diamantes que vão aumentando de ano para ano, conclui-se que Angola tem um percurso facilitado pela frente, desde que se combatam os dois grandes problemas do país: a corrupção dos ricos e a falta de cultura dos pobres.
Falando da minha ida a Mussulo, há que começar por dizer que turismo é uma palavra que não existe no léxico angolano. Não existe qualquer tipo de estrutura turística neste País, à excepção de alguns bares e restaurantes que existem nas praias de Luanda, do Mussulo e em alguns locais mais recônditos na costa sul do país.
Para se chegar ao Mussulo há duas opções: a primeira, e a mais usada, é ir de carro até ao embarcadouro para o Mussulo, a cerca de 30 minutos de carro do centro de Luanda. Chegados lá, temos que aguardar pelo barco da praia para onde queremos ir.
Cada praia tem o seu barco que vai e vem com uma cadência de mais ou menos 30 minutos por percurso, sendo que a viagem de barco propriamente dita demora cerca de 20 minutos.
Chegados ao bar pretendido (no nosso caso o Bar-sulo), o que encontramos é de facto paradisíaco: uma praia privativa, com sombrinhas e espreguiçadeiras que são autênticas camas.
A água está sempre agradável, e é óptimo passar o dia a jogar vólei, intercalando cada set com u mergulho nas águas apetecíveis.
No final do dia fazemos o percurso inverso de volta ao embarcadouro, e cruzamo-nos com as lanchas e catamarans de ministros e empresários, que parecem viver numa Angola definitivamente à parte.
De volta a Luanda, só me restou desejar que o país volte a ter a beleza que outrora teve.

No próximo mês o Post do Viajante regressa à Europa e estreia-se em Itália, mais concretamente, Milão. Até lá!

(P.S.: Continuamos à espera de novos textos, e fotos para a foto do Mês!!!)

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Toronto by Mauricio Longhini

O Post do Viajante deste mês chega-nos directamente do outro lado do Atlântico, num português açucarado escrito pelo Mauricio Longhini!

Natural de Birigui, SP, o Mauricio tem no currículo um lote de viagens que nos faz inveja a todos! São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Canadá, México, Alemanha, Grécia e Turquia são alguns dos sítios por onde já passou! Mauricio, ficamos à espera de outros relatos de todos estes locais!!!!

Morar em Toronto é uma experiência incrível. Um país onde as pessoas são educadas e compreensivas, não tem preconceito com estrangeiros (em Toronto são falados 152 idiomas, não existe gente sem sotaque).

O clima de primeiro mundo invade a sua vida, você se pega dando broncas em um ou outro mal educado que (pasme) fumam dentro da cabine de espera do ônibus. Há quem diga que Toronto é New York sem os americanos. Tem coisa melhor?

Chegando em Toronto compre um Metropass, cerca de 90 dólares Canadenses. Você terá direito a usar quantas vezes quiser os ônibus, metrôs e streetcars (bondes). Se quiser entrar em um metrô para sair 1 quarteirão depois você pode. Acredite...é importante quando lá fora está 30 graus negativos. Toronto está cheia de Brasileiros, não se espante se encontrar gente falando português pelas ruas, é normal. Alugar um apartamento em Toronto pode ser uma boa idéia, mas cuidado com os bairros com muitos indianos, normalmente são os mais violentos (prostituição, etc.). Mesmo assim, Toronto registrou 45 assassinatos em 1 ano, em São Paulo são 65 em 1 final de semana. Todos os casos de Toronto foram por envolvimento com drogas.

Visite a CN Tower pelo menos uma vez, pegue o Ferry para Toronto Island por volta das 16 horas e aprecie a cidade se iluminando no final do dia. Volte de Ferry quando já estiver escuro, será a vista mais linda que você já viu na vida.
Passeie pela Universidade de Toronto, entre na biblioteca e compre uns livros e dicionários Oxford.
Coma muitos donnuts de banana, acompanhados do 'double double'. Isso vicia. COMA HOT DOGS de POLISH SAUSAGE, coloque tudo o que tem direito dentro. O sabor dos bacon bits é inesquecível.

Enfim, aprecie a neve, o centro da cidade, o EATON que é o maior shopping center da cidade. Compre umas roupas na GAP do Eaton, são bem legais. Aproveite e visite a Sony Store, também excelente. Torça pra assistir algum show de graça nas ruas, em 3 meses eu peguei REM e U2, é mole?

A cidade é nota 1000. Enjoy!

Como Chegar: Air Canada (vôo direto), 9 horas. [Nota do parece1fotoblog: Podem voar de Portugal, em vôos com escala em Londres, através da British Arways por aproximadamente 900 € / pessoa]

Onde Ficar: Hostel bem no centro (períodos curtos), alugue um apartamento para períodos maiores.

Outras Dicas: Compre METROPASS, é a maneira mais econômica e rápida de se locomover.


No próximo mês o POST do VIAJANTE volta a mudar de Continente e vai levar-nos até Luanda!!!! Aguardem! Ah! E continuamos à espera dos vossos relatos!!!! Aproveitem este período de Verão e de férias e dêem notícias!


domingo, 1 de julho de 2007

Estocolmo by Ana Melrinho

Estocolmo
Verão de 2004. Foi a viagem da minha vida? Não sei. É relativo. Gostei de todas. Recordo pormenores de umas, paisagens de outras, rostos que se cruzaram.

Mas Estocolmo, a capital da Suécia, foi diferente. Passei lá uns dias com o meu marido. Acreditem que é uma das capitais europeias que vale a pena visitar.
Tivemos sorte com o tempo e fomos abençoados com uns magníficos dias de sol e noites relativamente quentes. Engana-se quem pensa que não se pode bronzear em Estocolmo e tomar uns belos banhos de mar.
Assim que o tempo o permite, os suecos dirigem-se em peso para uma zona da cidade chamada “Kungsholmen”, deitam-se na relva de toalha e fatos de banho e tomam uns bons banhos de água de mar limpa – que infelizmente é algo que não se vê na zona onde vivo, Cascais.

O que eu acho mais fantástico e sinónimo de qualidade de vida, é estar a 20 minutos a pé do centro da cidade e poder nadar nas águas que a banham, sem qualquer problema de poluição.

Andar de bicicleta é uma prática corrente na cidade, tanto pelos suecos como pelos turistas que a visitam. Estocolmo tem pistas próprias para ciclistas por todo o lado, pelo que se torna fácil e seguro andar de bicicleta na cidade.

Aconselho-vos a alugar uma e a passar pela ilha “jardim” de Djurgarden ou pela zona balnear de Kungsholmen.



E já agora, não deixem de experimentar os doces tradicionais suecos. Recomendo o bolo de canela. Simplesmente deliciosos.

Só mais uma coisinha. Fiquei no Brunnen Hotel, extremamente acolhedor, bem situado – 10 minutos a pé e estávamos no centro – com paragens de autocarro e metro à porta.
Ana Margarida Melrinho, Parede

Leitora compulsiva de revistas de viagens, navega pela net apenas com 2 objectivos: profissionalmente e para pesquisar sites de viagens. Foi assim que a Ana descobriu o parece1fotoblog! E teve a coragem de ser a 1ª pessoa a participar no “Post do Viajante”! Esperamos que sigam o exemplo dela!!!!
Outras informações acerca da Suécia:

Idioma: sueco (mas não se preocupe com a dificuldade em entender a língua, porque em Estocolmo todos os habitantes falam um inglês perfeito).
Diferença Horária: +1 hora do que Portugal Continental
Indicativo telefónico: 00 46 8 (Para emergências, polícia, ambulâncias ou carros de bombeiros, o número de telefone é igual ao nosso - 112).

Moeda local: A moeda sueca é a coroa, cuja forma abreviada é SEK. O seu valor unitário corresponde a € 0,10Transportes: A melhor forma de circular em Estocolmo é de metro, autocarro ou bicicleta. O metro (Tunnelbana) tem cem estações em três linhas principais e quatro zonas, sendo que o centro da cidade está coberto por uma destas zonas, o que significa que pode circular por 20 coroas (cerca de € 2). Existem também passes de um dia, três dias e um mês, e senhas com desconto para 10 viagens no centro da cidade por 100 SEK. O metro funciona até à uma da manhã nos dias úteis e no fim-de-semana até às quatro da manhã.Os autocarros são azuis e encarnados e complementam a rede do metro. É uma forma económica de circular: por exemplo, um bilhete de suas senhas dá direito a 2 horas de utilização com número de percursos ilimitado. Vale também a pena andar de eléctrico, especialmente no percurso para Djurgärden (em algumas viagens são servidas bebidas). Perfeito para circular e fazer exercício físico são as bicicletas, já que Estocolmo tem uma boa rede de ciclovias. Saiba mais no site www.rentbike.com. Se quiser circular de táxi, tenha em atenção que, apesar de a maioria dos táxis estarem equipados com taxímetro, também existem free taxis, e neste caso tem que combinar o preço antes de iniciar a corrida. Pode também usar o seu cartão de crédito para pagar.

Museus e entretenimento: o preço das entradas nos museus de Estocolmo varia entre as 50 e as 70 coroas e estão abertos entre as 10 ou 11 horas e as 17 ou 18 horas, horário alargado no período de Verão. O dia de encerramento é normalmente a segunda- feira.
Sugerimos:
Vasa Museum Galärvarvet, Djurgården, autocarros 44 e 47, aberto diariamente entre 10 de Junho e 20 de Agosto.O famoso barco da Armada Sueca que se afundou na baía de Estocolmo e ali permaneceu mais de 300 anos, até que foi recuperado e completamente restaurado, merece uma visita demorada.
Museu ao ar livre de Skansen Djurgårdsslätten 49-51, autocarros 44 e 47; aberto de 1 de Setembro a 30 de Abril todos os dias. Parque natural e zoológico com reconstrução de casas típicas e representação de cenas quotidianas em trajes típicos. Artesanato do mundo rural.
Museu de História Com a magnífica Sala do Ouro; Narvavägen 13-17; autocarros 44, 47, 56, 69, 76; aberto de 3.ª a domingo.Palácio Real, Gamla Stan.Autocarros 43, 46, 55, 59, 76; aberto todo o ano e todos os dias. Às 12h15 começa o render da guarda com música militar.
Paço da Câmara Municipal (Stadshuset) Autocarros 62, 65. Aberto de 2.ª a 6.ª feira. São famosos os salões onde se celebram todos os anos os prémios Nobel.
Museu Nacional, Blasieholmskajen Autocarros 65, 46, 62, 76, 69; de terça a domingo. Obras de artistas suecos, Rembrandt, Rubens, El Greco, impressionistas franceses, etc.
Para saber o que está em cartaz de espectáculos e afins, consulte o guia oficial What's on Stockholm, disponível nos hotéis e grandes lojas da cidade.
Uma boa forma de aproveitar a parte cultural da cidade, é comprando o Cartão Estocolmo (Stockholmskortet): permite a entrada gratuita em mais de 70 museus e outras atracções, assim como nos autocarros, metro e comboios locais. Um cartão válido por 24 horas custa 220 SEK (€ 24); por 48 horas custa 380 SEK (€ 41,66); e por 72 horas custa 540 SEK (€ 59).)
Visitas com crianças: Repleta de parques e jardins, Estocolmo é uma cidade fácil para quem viaja com crianças. Eis algumas sugestões de passeio/actividades para os turistas mais pequenos:
• Gröna Lund (Djurgarden - tel.: 08-607 76 00). Um parque de diversões com restaurantes e várias atracções. Os adultos pagam para entrar 45 SEK, mas a entrada é grátis para as crianças com menos de nove anos. Está aberto entre Maio e Setembro.
• Junibacken (Djurgarden - tel.: 08-587 230 00) A casa da Pipi das Meias Altas e uma viagem pelos contos infantis de Astrid Lindgren. A entrada dos adultos custa 85 SEK e das crianças 60 SEK. Está aberto, nos meses de Janeiro a Maio e de Setembro a Dezembro, de quarta a domingo, entre as 10 e as 17 horas; e nos meses de Junho a Agosto, todos os dias entre as 9 e as 18 horas.
• Skansen (Djurgarden - tel.: 08-442 80 00). Parque com zoo, aquário, casas históricas (uma recriação da história e vida na Suécia dos séculos XVIII e XIX), minicomboio, entre outras atracções. O preço da entrada dos adultos é de 60 SEK e das crianças 30 SEK. Aberto, o parque e o zoo, em Maio das 10 às 20 horas, entre Junho e Agosto, das 10 às 22 horas, em Setembro das 10 às 17 horas e nos restantes meses das 10 às 16 horas, só encerra na noite de Natal. Os edifícios históricos entre Maio e Setembro, das 11 às 17 horas e nos restantes meses entre as 11 e as 15 horas.
• Toy Museum (Mariatorget 1C - tel.: 08-641 61 00). Um museu com centenas de brinquedos! A entrada dos adultos é de 40 SEK e das crianças de 20 SEK. Está aberto de Janeiro a 20 de Junho e de 3 de Agosto a Dezembro, de terça a sexta entre as 10 e as 16 horas e ao fim-de-semana do meio-dia às 16 horas; no período de 21 de Junho e até dia 2 de Agosto, o horário é o mesmo mas está aberto todos os dias.
• Children's rooms - O Kulturhuset (Sergelstorg 3, tel.: 08-508 314 00), um centro cultural no coração de Estocolmo, organiza várias actividades para crianças até aos 12 anos, em inglês e outras línguas, como por exemplo acesso a biblioteca, visionamento de filmes, leitura de histórias, entre outras. O espaço é gratuito, exceptuando o workshop de pintura que custa 10 SEK por participante. Está aberto todo o ano.
Excursões: A excursão de barco ao longo dos canais é uma das mais bonitas; sai dos molhes do passeio marítimo de Stralgatan, perto do Museu Nacional.Para ir ao Palácio de Drottningholm, navegando através da baía, toma-se o barco que parte do cais ao lado da Câmara Municipal de Estocolmo.
As subidas em balão oferecem panoramas estupendos, como as que são organizadas pela companhia Upp Ner com partida de Riddargatan 13 perto do Museu das Armas.
Para ir a Millesgärden, casa-museu do famoso escultor sueco nos arredores da cidade, é necessário tomar o metro de Ropsten a Torsvik e os autocarros 201, 202, 204, 205, 206 ou 212.
Onde ficar: O nível dos hotéis é em geral bastante alto; no Verão e nos fins-de- -semana costumam praticar preços com desconto. Para os amantes do campismo há também muitas alternativas.Existe em Estocolmo uma central de informações e reservas de hotéis: Hotellcentralen, tel. 00468-7892425; fax. 00468-7918666.
Onde comer: Den Gyldene Freden Österlanggatan 51, tel.: 109046; na ilha de Gamla Stan, especializado em cozinha sueca, sobretudo peixe.Källaren Diana Brunnsgrad 2, tel.: 107310; especialidades suecas.Butlers Rörstrangatan 11, tel. 321823; especialidades de carne.

Compras: Os produtos de artesanato em madeira ou vidro são os mais típicos que se podem encontrar em Gamla Stan, a cidade velha.O presunto de rena e o salmão fumado e as compotas ou cremes de arandos são os produtos comestíveis mais típicos e fáceis de transportar.
Para mais informações: Podem contactar a Embaixada da Suécia, Rua Miguel Lupi, 12, 2ºdt., 1249-077 Lisboa, Tel.: 213 942 260 ou os websites: www.stockholmtown.com; www.visit-sweden.com
PS: Todas as fotos são da autoria da corajosa, Ana Melrinho!