
Continuando o nosso périplo pela capital moçambicana, outro local que merece uma visita demorada, é a Estação de Caminhos de Ferro, testemunha perene dos tempos áureos. O edifício, construído em 1910, teve uma assinatura que fez furor: Eiffel. As suas estruturas de ferro e os pilares em mármore permanecem, teimosamente, intactos. O interior exibe duas locomotivas a vapor originais. É nesta estação que partem os comboios para a fronteira do Zimbabwe, antiga Rodésia, e as cidades sul-africanas de Durban e Joanesburgo.
Importa reter algo que tenho esquecido de mencionar. Uma mera curiosidade. A cidade, baptizada de Lourenço Marques, deveu o seu nome ao primeiro navegador português a fazer o reconhecimento da região. Até finais do século XIX , a zona não passava de um mísero porto, disputado pela sua elevada localização estratégica por austríacos e ingleses. Quando, em 1898, se
Voltando ao passeio, depois deste preâmbulo, nada melhor do que determo-nos no mais afamado restaurante da cidade, o Piri-piri, cujos churrascos se tornaram míticos. Aproveite para relaxar, observar quem passa, deixar os sentidos livres, para que estes possam absorver o máximo da atmosfera citadina. E é bom ver que, apesar de um colonialismo que deixou marcas, não existe vontade de renegar o passado. Perfeitamente integrados no quotidianos dos seus habitantes, mas longe de ostentarem o charme de outrora, restaurantes e pastelarias, cujos nomes se mantêm há décadas, continuam nos lugares de sempre. A pastelaria Continental, onde era hábito as colegiais pararem, depois de um dia de aulas (agradeço à minha mãe a paciência em recordar nomes, locais e pormenores), o Hotel Cardoso, com a sua fantástica vista sobre a Baía, ou o café-restaurante Costa do Sol, um dos mais antigos e emblemáticos pontos de encontro. Abriu portas em 1938, resistindo a todas as alterações políticas, à guerra civil e a restrições financeiras. Orgulhosamente, continua a apregoar a confecção do melhor camarão grelhado de…África (já estou a salivar).

Se juntarmos uma pratada desse petisco divinal a uma Laurentina (a mais popular cerveja de Moçambique) está meio caminho andado para a felicidade suprema.
Maputo tem também uma diversão nocturna afamada e diversificada. Vários bares e discotecas, onde prevalece a atmosfera e a música africana.
Não perca uma visita a um local que resume a diversidade de Maputo: a Feira Popular. É um legado dos tempos do colonialismo, atraindo sempre multidões desejosas de diversão e de…boa
comida. Sim, os restaurantes são o principal chamariz da Feira, em detrimento dos carrosséis, algo periclitantes e em condições de segurança que deixam algo a desejar. E, se juntarmos aos aromas, uma boa marrabenta (dança de par muito lenta), então percebe-se o sucesso da Feira.Como se deslocar
O conselho é óbvio: em excursões organizadas pelo hotel ou agência de viagem. Caso estas não existam, de táxi. A outra opção não é muito recomendável. Apesar de como disse acima, Maputo ser uma cidade relativamente tranquila, não abuse da sorte. Os “chapas”, o transporte público da capital moçambicana, são carrinhas de caixa aberta, que transportam o maior número de pessoas. Célebres por dois motivos: os numerosos acidentes que provocam, pelas elevadas velocidades a que circulam, e pelos furtos frequentes dos turistas que, ávidos de emoções fortes, nelas circulam. Se o fizer, por sua conta e risco, não leve nada nos bolsos, nem nada à vista ostensivamente caro, como por exemplo, máquinas fotográficas, câmaras de vídeo, etc.
O conselho é óbvio: em excursões organizadas pelo hotel ou agência de viagem. Caso estas não existam, de táxi. A outra opção não é muito recomendável. Apesar de como disse acima, Maputo ser uma cidade relativamente tranquila, não abuse da sorte. Os “chapas”, o transporte público da capital moçambicana, são carrinhas de caixa aberta, que transportam o maior número de pessoas. Célebres por dois motivos: os numerosos acidentes que provocam, pelas elevadas velocidades a que circulam, e pelos furtos frequentes dos turistas que, ávidos de emoções fortes, nelas circulam. Se o fizer, por sua conta e risco, não leve nada nos bolsos, nem nada à vista ostensivamente caro, como por exemplo, máquinas fotográficas, câmaras de vídeo, etc.
INFORMAÇÕES ÚTEIS
Documentos necessários: Passaporte e visto de entrada, que pode ser pedido no consulado moçambicano em Portugal com o mínimo de cinco dias de antecedência (100 euros) ou no aeroporto à chegada a Maputo, na Direcção Nacional de Migração, por cerca de metade do preço, embora possa demorar algumas horas. Se pretender passar a fronteira até África do Sul ou Zimbabwe não se esqueça de pedir visto múltiplo.
Moeda: Metical, mas o dólar americano e o rand sul-africano são aceites em muitos locais. É recomendável que se leve dinheiro, uma vez que a utilização do cartão de crédito ainda não está vulgarizada.Câmbio: Um dólar equivale a 23 ou 24 meticais. Consoante o local.
Indicativo: 00 258 (Moçambique) + indicativo da cidade ou província, ou seja, 1 no caso de Maputo, 23 quando se telefona para Bazaruto e 72 para Pemba. As linhas em Moçambique estão congestionadas com frequência , pelo que se aconselha a utilização dos serviços da operadora internacional. O número é o 171 da Portugal Telecom.
Diferença horária: Mais duas horas do que em Portugal Continental.
Clima: Tropical, moderado a Sul. As temperaturas variam entre os 16º (mínimo) no Inverno a Sul e os 40º (máximo) no Verão a Norte.
Saúde: Antes de partir deverá marcar consulta com o seu médico de família ou mesmo fazer uma consulta do viajante, a fim de proceder à profilaxia da malária, doença grave e muito comum em Moçambique. Também deve ter as vacinas do tétano e da febre tifóide em dia e levar consigo spray antimosquitos e protector solar. Para evitar diarreias só deve beber água engarrafada, fruta descascada e evitar alimentos crus.
Quando ir: É preferível viajar fora da estação das chuvas, que se prolonga entre os meses de Novembro a Abril.TransportesA rede de transportes aéreos é razoável, mesmo dentro do país, se bem que dispendiosa. Os transportes ferroviários não dispõem ainda de uma estrutura credível e se optar por alugar automóvel deve ter em atenção a condição das estradas, as condições climatéricas e a existência de postos de combustível ao longo do caminho que pretende tomar. Deve transportar sempre água, alimentos, uma caixa de primeiros socorros e ter em atenção que a rede de estradas é muito irregular, principalmente no Norte.O transporte rodoviário urbano e interurbano está na maioria dos casos entregue a operadores semiprivados, sendo bastante demorado nos percursos mais longos.
Aluguer de viaturas: EuropCar (sr. Manuel Nunes) – reservas pelos telefones 00 258 1 466172/466182; 00 258 1497338 ou 00 258 82302833 (telemóvel); E-mail: europcar@virconn.com
Onde dormir• Hotel Polana, Av. Julius Nyerere, 1380, P.O. Box 1151 Maputo, Tel.: 00 258 1 491001/9, Fax: 00 258 1 491480; E-mail: res@polana-hotel.com.mz; http://www.polana-hotel.co.mz/.
Onde e o que comprar:Um dos melhores locais para comprar artesanato é a Praça 25 de Junho aos sábados de manhã, especialmente batiks e esculturas. Os melhores produtos frescos são encontrados no Bazar, na Av. 25 de Setembro, em frente do qual se encontra a casa Elefante, com uma variedade considerável de capulanas e tecidos tradicionais. No Centro Comercial Polana existe uma loja especializada em artesanato mais sofisticado e uma livraria onde poderá encontrar alguma literatura sobre Moçambique.




