Roterdão, da autoria de Ricardo Luís.sábado, 25 de agosto de 2007
Foto do Mês
Roterdão, da autoria de Ricardo Luís.segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Boa vida na Bahia
que tiveram o privilégio de desfrutar desta terra aprazível antes da chegada da dita “civilização” – era até Fevereiro um pontinho mínimo que assinalava um conjunto de condomínios fechados a 14 quilómetros da conhecida Praia do Forte. Múltiplas casas de férias, muitas delas cobiçáveis, de brasileiros mas também de italianos, alemães e alguns portugueses, ficam no caminho de acesso ao recém-inaugurado resort de cinco estrelas. Do lado oposto só há o mar, uma praia debruada por coqueiros, que, não sendo privada, é quase como se fosse, dada a distância que é necessário percorrer ao longo do areal para aqui chegar.
Salvador à Praia de Mangue Seco, já na divisão com Sergipe –, é agradavelmente cálida. O mar interminável pela frente, quilómetros de areal de ambos os lados... Não fosse a proximidade, poucos metros atrás, do resort e a sensação seria a de um Robinson Crusoe no imenso sossego da sua ilha privativa.
Entre planos para copiar as caminhadas alheias e descobrir o transporte para a aldeia alternativa já visitada por celebridades, o corpo dá sinais de si, com o estômago a pedir especial atenção. Tem sorte, pois o pequeno-almoço está a poucos passos da frente de praia, quase com 500 metros, e é o que se quiser, dos sumos de frutas tropicais aos ovos britânicos, tudo com um sabor irrepreensível como, aliás, a restante comida do resort. O almoço ainda fica mais perto: é servido no restaurante colado à megapiscina, que termina a escassos metros da praia, e a oferta também prima pela diversidade. Saladas, pratos feitos na hora, comida baiana, saborosa mas pesada, doces regionais – tudo instiga ao pecado da gula e obriga às tais caminhadas pela praia, a uma visita ao ginásio, aos campos de ténis ou a passeios de bicicleta.
um cenário preferencial: o também delicioso aconchego do quarto, quanto mais não seja para escapar ao sol nas horas especialmente problemáticas. Espaço não falta, do alojamento em si – generoso nos quartos superiores mas, sobretudo, dos três chalés master suite, os melhores de todos, situados perto da praia e dotados de sala, cozinha e banheira de hidromassagem – à cama, mais do que desafogada e confortavelmente fofa.A rede da varanda faz-lhe concorrência, pelo ar livre, pela vista e porque permite observar o voo dos passaritos locais, como que pardais mas de cauda mais comprida, ou eventualmente um mico, o mais pequeno de todos os macacos, espécie antes desaparecida deste território, mas que regressou com a abertura do hotel.
Mesmo que custe abandonar o conforto do resort para dar uns passeios, há que fazê-lo. Voltar a casa sem explorar outras paisagens e conhecer mais gentes está longe de ser um desperdício, mas também não é, certamente, a melhor das opções.Há uma outra forma de vida para descobrir e está mesmo ali ao lado, na Praia do Forte. Numa passagem relativamente fugidia não é possível perceber quem são aquelas pessoas, de onde vêm e para onde vão, mas fica-se a saber que são extremamente afáveis, parecem, e fazem-nos, felizes. A vender artesanato, vestuário, Havaianas (se quiser esconder a identidade nunca peça desconto porque vêem logo que é português...), a disponibilidade para receber o turista, provavelmente uma actividade cansativa, é imensa. Alguns jogam dominó à séria, com as peças a bater com força sobre a mesa pública, impávidos e serenos face a quem passa a meio metro de distância, outros juntam-se para tocar e cantar, numa qualquer esplanada, temas também bastante conhecidos deste lado do Atlântico. Dois dedos de conversa é o que falta para uma viagem mais vivida e estão ali mesmo, à disposição.
baseada no romance de Jorge Amado, que o escreveu na Praia do Buraquinho, nos arredores de Salvador –, à aldeia hippie de Arembepe, já a caminho da capital baiana, mais “mundos” se revelam ao longo da Costa dos Coqueiros. Um deles, desta feita natural, é o da vasta praia de Massarandupió, um paraíso de águas calmas e quentes verdadeiramente perdido, pelo menos até que, diz-se, um grupo português, que adquiriu uma vasta extensão de terreno e pretende construir sobre as dunas, consiga os seus intentos.Continuando a pé, chega-se a uma das poucas praias brasileiras de nudistas, mas de regresso ao carro é possível dar de caras com situações ainda mais inesperadas: vários cavalos que surgiram do nada para pastar por detrás da duna, uma pequena lagoa que serve para lavar a Honda há pouco avistada na praia e, de seguida, para um banho do próprio motoqueiro.
na vizinha Praia do Forte (http://www.forterentacar.com.br/). Uma viatura de Categoria C (como um Opel Corsa) com ar condicionado, seguro e taxas e sem limite de km custa R$153/dia, mais R$30 para entrega e devolução no resort. Se quiser motorista paga R$240,75 por oito horas, mais despesas relativas ao veículo, como o estacionamento. No próprio hotel, a PrivêTur assegura os transferes para a Praia do Forte (por R$15 ida e volta; de táxi cada percurso custa R$30, mas há quem tente cobrar R$50...) e promove diversos passeios: visita a Salvador (R$130); a Cachoeira, cidade histórica situada a 116 km da capital, passando por Santo Amaro, em que um dos atractivos turísticos é a casa de Dona Canô, mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia (R$120); ao Morro de São Paulo, conhecido pelas suas praias de águas translúcidas (R$200); ou a Mangue Seco (R$120).Compras
Na Praia do Forte há múltiplas lojas onde comprar souvenirs. Na Pietra Rara encontra colares e acessórios que combinam pérolas, corais, âmbar e pedras brasileiras com sementes ou madeiras. Para encontrar t-shirts originais vá à Yellow Cat, marca que tem como slogan “sua camiseta com sete vidas”. O design é atractivo e o preço não é excessivo (desde R$30). Outra loja diferente é a Gatos de Rua (http://www.wbk.com.br/). Vende peças de design de Beto Kelner, feitas de metal e missanga, que representam gatos e lagartos. A oferta, não propriamente barata, inclui bolsas e peças de vestuário. O nome da loja designa um projecto social: Beto ajuda crianças desfavorecidas a descobrirem os seus dotes em trabalhos manuais. Na Cobras e Lagartos http://www.cobraselagartos.com/), vai ter de tirar os chinelos, pois o revestimento do chão é feito de tecidos! Vende desde bonecos a tapetes, almofadas, pufes e carteiras, todas do mesmo material.
Informações úteis
Indicativos: 0055 (Brasil) + 71 (Salvador)Moeda: real (R$). Um real vale cerca de 34 cêntimos (€1 = R$2,91).Diferença horária: menos quatro horas do que em Portugal continentalSegurança: A região é segura, mas é óbvio que não convém exibir sinais de riqueza. Assim sendo, fora do resort, não faça como muitos portugueses, que sacam de um monte de notas de R$50 para pagar um simples lanche.
Outras informações: http://www.bahia.com.br/
Texto de Teresa Frederico e fotografias de Paulo Esteves/BCImagens
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
As novas 7 maravilhas
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Sugestão de leitura IV
O dia 10 de cada mês, como todos sabem, é dedicado à leitura. Também nós aqui, altruisticamente, lutamos contra a iliteracia da população.sexta-feira, 3 de agosto de 2007
O guia da boa vida - Agosto/07
que agora comemora o seu 15.º aniversário (www.pinecliffs.com). A estrela da noite vai ser Lionel Richie, vencedor de Grammys e um Óscar da Academia. Diga-lhe Hello e depois dance All Night Long. A 2 a música é outra: a de Teresa Salgueiro, que interpreta temas portugueses, brasileiros, franceses, italianos e africanos no Lake Resort. O local, pouco acessível às bolsas comuns, é espantoso e será devidamente dissecado num futuro artigo.dias 02/05 - A Zambujeira do Mar vai voltar a encher-se de gente de 2 a 5 de Agosto para mais uma edição do Festival Sudoeste. Por €70 (com campismo) pode ver um sem-fim de actuações: Damian Marley, Gilberto Gil, Mayra Andrade (dia 2); Cypress Hill, Buraka Som Sistema (dia 3); Groove Armada, Sam The Kid, Sérgio Godinho, Vanessa da Mata (dia 4); James e Mika (dia 5). Sim, este mesmo, com um dos hits da moda, numa ode à Grace Kelly.
dia 07 -A banhos numa das mais conhecidas e glamourosas estâncias balneares do Sul de França, aproveite para assistir ao Festival d’Art Pyrotechnique de Cannes (http://www.festival-pyrotechnique-cannes.com/). Não será tão concorrido como o célebre evento cinematográfico que ali decorre anualmente, mas também permite ver estrelas – as do céu, agora pintado de muitas cores. Realiza-se a 7, 15 e 24 de Agosto, sempre às 22h00.
dia 11 - Precisa de algum motivo para (re)visitar Londres? Aqui vai ele. Uma mostra de arte contemporânea a não perder até ao dia 19 de Agosto: a Summer Exhibition da Royal Academy of Arts (http://www.royalacademy.org.uk/), em Londres, que reúne, lado a lado, trabalhos de artistas conceituados e novos talentos. A maioria está à venda: compre um souvenir...
dia 22 - Não perca um dos mais importantes festivais de teatro clássico da Europa: o Festival de Mérida, cuja 53.ª edição inaugurou a 22 de Julho
e se prolonga até ao dia 26 de Agosto. Além da interessante programação, disponível no site oficial, http://www.festivaldemerida.es/, terá o privilégio de assistir aos espectáculos no Teatro Romano, imponente monumento que se mantém igual há cerca de 2000 anos. quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Toronto - slideshow
Depois do belo artigo do Mauricio, trazendo-nos na 1ª pessoa a vivência numa metrópole imensa e cheia de charme, fica aqui o complemento, para quem gostou e quer "passear" mais um pouco por lá. Espero que apreciem a viagem.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Toronto by Mauricio Longhini
Como Chegar: Air Canada (vôo direto), 9 horas. [Nota do parece1fotoblog: Podem voar de Portugal, em vôos com escala em Londres, através da British Arways por aproximadamente 900 € / pessoa]
Onde Ficar: Hostel bem no centro (períodos curtos), alugue um apartamento para períodos maiores.
Outras Dicas: Compre METROPASS, é a maneira mais econômica e rápida de se locomover.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Sevilha
Não é difícil, ao viajarmos pela cidade, testemunhar a antiguidade de Sevilha, patente nos edifícios e monumentos que, nos seus diversos estilos arquitectónicos - gótico, renascentista, clássico e modernista - lhe conferem um carisma, comum apenas às cidades com história.
no centro histórico, junto à judiaria (Bairro de Santa Cruz). Assombrosa no exterior pelas suas dimensões e profusão de detalhes esculpidos em pedra, esta catedral é a terceira maior do mundo, apenas suplantada pela Basílica de São Pedro, em Roma, e Saint Paul de Londres. Em estilo gótico, foi construída em 1401, sob a direcção do arquitecto Alonso Martínez, onde se encontrava um templo árabe. Neste edifício todas as medidas pecam por excesso. A título de exemplo: as cinco naves interiores são cobertas por setenta abóbadas, a custódia - obra máxima do renascimento espanhol - pesa trezentos quilos e o altar principal exibe mais de mil figuras representativas de diferentes cenas da vida de Cristo. O órgão - impressionante - possui 6700 tubos e pode ser ouvido todos osdomingos na missa das 9 e 30 h. A torre da Catedral, a Giralda, imagem indissociável de Sevilha, era o antigo minarete do templo muçulmano original. No século XVI foi-lhe acrescentado um conjunto de sinos renascentistas, 25 no total, e coroado com uma estátua, o Giraldillo, símbolo do triunfo da fé cristã. Com 93 metros de altura, permite contemplar toda a cidade a quem tenha coragem de subir 35 rampas a pique. Mas vale o esforço, pois da que foi um dia a torre mais alta do mundo, sentimos, por uma vez na vida, Sevilha aos nossos pés.
original, morada dos reis árabes, às adições efectuadas pelo rei D. Pedro I, no século XIV, e posteriores obras de restauro e ampliações. São resultado do esforço milenar de várias gerações de governantes em reescrever a história da sua cidade. Representam, por isso, na perfeição a arquitectura civil sevilhana: conjugam os elementos decorativos muçulmanos com outros góticos, renascentistas e barrocos, onde os pátios floridos - de origem romana - alegram os interiores e os jardins perfumados no exterior, convidam a passeios e leituras prolongadas.Depois disto, destilando água por todos os poros, abanei a bandeira branca da rendição. Sevilha é interessante, tem história, monumentos fabulosos, uma arquitectura que merece ser vista mas...o calor venceu! Às 13 da tarde, os termómetros mostravam, implacáveis: 42º graus. "Bolas", pensei, "vamos para o paraíso". Este estava ali mesmo à mão e de portas bem franqueadas: um moderno e climatizado shopping. "Ufaaaa", o meu suspiro de alívio deve ter sido ouvido à distância...
ps: Ah, não acrescenta nada à história, mas trouxemos a Taça:)
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